Após se declarar ‘verdadeiro presidente do Brasil’, Flávio muda carta e se diz ‘líder do Brasil

Na carta divulgada nesta tarde, ele acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “fraude eleitoral”. Flávio perdeu as eleições presidenciais contra Lula por cerca de 4,4 milhões de votos no último domingo (25).
A eleição foi marcada por um impasse após relatos de que o transporte público teria sido reduzido em cidades como Salvador (BA) e São Paulo (SP). O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a manutenção das seções eleitorais até as 19h em todo o país, duas horas a mais do que o previsto.
Zanin atendeu a um pedido da campanha petista sobre o transporte coletivo. No entanto, a equipe de Flávio solicitou a prorrogação da votação em locais afetados pelas fortes chuvas. O TSE informou que cerca de 34 mil votos foram registrados após as 17h no segundo turno.
“Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição”, afirmou Flávio.
Na segunda-feira (26), Flávio foi intimado pela Polícia Federal logo após deixar a casa do pai por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo em que o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro.
O ministro determinou que ele entregasse os passaportes, o proibiu de deixar o país e de manter contato com Tomaz. Horas depois, Flávio divulgou um vídeo, recuou sobre a anulação da eleição e disse que pediria a cassação da chapa vencedora.
Além disso, ele garantiu aos seus apoiadores que não tinha intenção de deixar o Brasil. Na carta, o parlamentar acusa Moraes de colocar “em andamento a máquina de perseguição política do regime”.
Os rumores sobre a possível saída do país começaram na madrugada de terça-feira (27) a partir de publicações do site argentino Infobae. Os aliados do senador alegaram que sua decisão teria sido motivada para evitar perseguição política.
No final da noite de terça-feira (27), notícias davam conta de que Flávio e sua família já tinham desembarcado nos Estados Unidos. Porém, eles chegaram na manhã de quarta-feira (28) no aeroporto executivo de Opa-Locka, na região de Miami, Flórida. A viagem foi realizada em um jato executivo que partiu de Puerto Iguazu, na Argentina, com escala em Guayaquil, no Equador.
Fonte: Gazeta do Povo
